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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)

06 junho 2011

O noticiário era um sonho

Hoje, no dia em que poderia acordar mais tarde- afinal era a minha grande folga- acordei cedo assustada. Não foi um pesadelo daqueles que a gente acorda dele e fica aliviada. Logo pensei,  até nossos sonhos acompanham a modernidade dos tempos. Todos assistiam no meio da rua um noticiário que alertava uma onda de crimes. A polícia atônita tenta desvendar e reconhecer  os três rapazes jovens e de boa aparência que  faziam do prazer de matar o único motivo de tanta violência. Enquanto distraídos assistíamos as cenas bárbaras de seus ataques, fomos surpreendidos por tiros, empurrões e muito desespero. Alguns se salvaram. Tentava ajudar em encontrar um esconderijo, mas ninguém conseguia amenizar aquele caos . Todos entraram em suas casas na ilusão de estarem protegidos. Os três rapazes depois de toda a crueldade se instalaram no alto da montanha, onde eles continuaram a ameaçar a  comunidade- pessoas que conhecia,  que fizeram parte da minha vida e que moram distante, e outros rostos não estranhos.
Não tivemos trégua. Depois de assassinar pessoas muito amigas da comunidade, desceram a montanha  munidos com pequenos botijões de gás  e pareciam estar num filme de guerra. Se aproximaram da casa onde estava. Saí correndo, eu e outro rosto conhecido, e fomos avisar a uma mulher, outra moradora da casa que estava no banho  ainda aos prantos pelas vidas perdidas. Fiquei   paralisada. Parecia que despertava daquele sonho. Não conseguia achar uma saída...não corri. Apenas os meus olhos fitavam aquela imagem de três rapazes lançando botijões nas casas. Não adiantava mais nada, nem gritar. Não vi o fogo. Mas a minha mente ao acordar não me poupou de imaginá-lo.
No dia da minha folga, acordei...