....

"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)

03 novembro 2013

Música boa ou não?

E nos dias de hoje, classificar música boa ou ruim é quase um ato de discriminação ideológica.Uma coisa não se pode questionar: A música revela o mundo que se vive. Não o físico, se é que me entendem. E é isso que torna a análise muito mais delicada. E essas palavras precisam passar longe dessa discussão rasa e nada eficaz. Bem, longe de querer fazer disso um diário, e sem sucesso, digo que aprendi em casa que tipo de música era suave aos ouvidos, agregador, poético pelo gosto moderno e clássico do meu pai. De Mozart à Jimmy Cliff, repertório no último volume enquanto quebrava a cabeça com os mais simples problemas de matemática durante todo ginásio.
A lição foi que é possível se concentrar quando se tem responsabilidades. A verdade é que o gosto musical dos pais influencia e muito no amadurecimento dos filhos. Não! Sabia o que era pra dançar, pular, brincar e o que era melhor ouvir deitada, saboreando a letra, sentindo cada verso. Mas, e as crianças dessa modernidade? Como tenho o direito de falar o que penso sem agredir ninguém, certamente- ouvem, curtem e praticam as  letras da balada, tô certo?!
 Deixe-me falar, que é mais poético e esperançoso pro mundo caos que transformamos cantarolar " pro dia nascer feliz, essa é a vida que eu quis" do que " vem encocha em mim, senta, senta que tá quicando vem mais perto pra gente aproveita essa curta mini saia"...E nem vou me dar o trabalho de colocar o nome e autor da música.. Tem coisas que é melhor não propagar.

Eu falo da função da poesia,
de negros, asiáticos e brancos,
do som que faz sucesso na Bahia
e eu muito pouco escuto e nunca danço.

Rosa passos