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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)

19 janeiro 2010

Carnaval away


Em meio a essa fase 'turista da minha terra', em que os visitantes pintam e bordam no meu quintal de casa - contrariando o Salvador out de Nizan, declaração motivada, quem sabe, pela falta da sua percentagem publicitária carnavalesca, e ou, estafa mental pelo fogo cruzado na política baiana, a cidade está em erupção. Em duas coisas concordo plenamente: a comercialização extremada do carnaval soteropolitano, e o desejo de muitos em estar away quando ele chegar- isso sim um presentão. Sei. Mas como é que uma baiana não gosta do Carnaval #%*?! Não é que não goste- não cuspo no prato que comi, como uns e outros aí. O fato é que o máximo de vezes que me entreguei ao profano nunca ultrapassou dois dias de folia. Exceto quando eu tinha quinze e dezesseis anos que saía em bloco ou quando meus pais me levavam. Nunca consegui ficar com os dois braços para cima pulando ao som do Axé. Estou meio contra a maré, mas prefiro cutucar a onça de vara curta. O bom da liberdade é isso, e ser livre independe de qualquer razão suficiente ( me sentir a Sr. schopenhauer agora, esquecendo sua visão fútil da mulher, claro).

Pois então, que venha o Carnaval comercializado e o tsunami de turistas porque não é todo mundo que pode abrir mão de ganhar dinheiro nessa época de tesouro por achar a cidade 'out' ou por ser muito chato trabalhar para 'coisas públicas'. O ano só começa depois do Carnaval mesmo!


recomendo... Oia o Carnaval aí gente!