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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)
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20 junho 2009

Furo do jornalismo PARTE II


PARTE II




" Um excelente chefe de cozinha poderá ser
formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que
toda e qualquer refeição seja feita por
profissional registrado mediante
diploma de curso superior nessa
área."
( Gilmar Mendes- STF, Tribuna da Bahia, 19 de junho, Salvador)
Aí...
Partindo dessa grande premissa...a gravidade e os males de uma comida indigesta tem os mesmos efeitos colaterias e coletivos que uma notícia inventada, comprada, manipulada e controlada por uma assessoria tendenciosa.
Infeliz comparação. Isso se chama marketing negativo. Estou a viajar demais?!
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17 junho 2009

O furo do jornalismo




? jornalista ?

to be or no to be

? diploma? ?





O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje a suspensão da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O recurso partiu do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal, e o argumento foi que a exigência do diploma sabotava a liberdade de expressão, indo de encontro com a Constituição Federal de 1988. Teria mais sentido se esse recurso tivesse partido das própias empresas de comunicação. Aí daria para entender como uma tentativa de diminuir os custos destinados ao setor com o reaproveitamento de profissionais diante do acúmulo de funções ou daqueles que já garantiram o seu posto de jornalistas mesmo diplomados em outras áreas. A Federação Nacional dos Jornalistas- FENAJ, afirma ser um golpe na formação dos profissionais, enquanto a ANJ- Associação Nacional dos Jornais garante continuar a exigir o diploma.


A verdade é que quando se trata de comunicação o diploma vira um pequeno detalhe. Então, volta-se no tempo em que o profisional qualificado era aquele de experiência confirmada.No tempo em que do ginásio ao magistério se tinha uma profissão. Ironia do destino a queda da importância do diploma. E, certamente, deve soar como retrocesso para muitos jornalistas graduados. Não é novidade que muitos profissionais empregados em veículos de comunicação trabalham sem o registro competente obrigatório para o exercício da profissão. Muitos radialistas, assessores, repórteres, produtores...e publicitários, vale lembrar, são formados pela escola da vida. Será esse um dos motivos da alto índice de desemprego dentre os bacharelados ou pelas eventuais manchas na profissão?


Uma coisa é certa: não preciso mais fazer jornalismo.
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12 abril 2009

Você quer ser um publicitário?.

Graças a um trabalho relâmpago em pleno feriado me bato com o livro " Os Piores Textos de Washington Olivetto", que por sinal foi a segunda tentação responsável por minha distração nesse trabalho meio que santo( e ainda torço para que ele valha a pena!).Washington Olivetto é um publicitário brasileiro responsável por algumas das campanhas mais marcantes da propaganda nacional. Ele menciona em um dos textos a história contada por um amigo, na época diretor da Playboy, em Nova York. Um texto para reflexões atuais nessa publi'cidade' mania.

A história diz que hoje em dia, com o avanço da ciência, as pessoas milionárias, se quiserem, podem trocar seus cérebros. Custa caro, mas é garantido. Um milionário procurou um dos postos de troca e perguntou que tipos de cérebro eles tinham em oferta. O atendente explicou que eles tinham diversos tipos, todos com mil gramas, segundo ele a quantidade ideal de cérebro. O primeiro eram mil gramas de cérebro intelectual- com grande sensibilidade, capacidade de analisar cada questão de diversos ângulos etc. Preço: US$100 mil. O segundo eram mil gramas de cérebro de dirigente de indústria de informática- contemporâneo, voltado para a obsolescência planejada etc. Preço: US$200 mil. O terceiro eram mil gramas de cérebro de publicitário- esperto, com grande capacidade de conhecer profundamente com superficialidade qualquer assunto, muito atento a tendências e comportamentos, eventualmente criativo etc. Preço: US$1 milhão. O milionário interrompeu o vendedor e disse:
- Escuta, me explica uma coisa: cérebro de intelectual, US$100 mil; cérebro de dirigente de indústria de informática, US$ 200 mil; e cérebro de publicitário, US$ 1 milhão. Como é que você explica essa diferença?

O vendedor responde:
-Bem, é simples. O problema é que a gente trabalha sempre com mil gramas, e para juntar mil gramas de cérebro de publicidade, o senhor não imagina a quantidade de publicitários que a gente tem que matar.