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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)

17 junho 2009

O furo do jornalismo




? jornalista ?

to be or no to be

? diploma? ?





O Supremo Tribunal Federal decidiu hoje a suspensão da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O recurso partiu do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal, e o argumento foi que a exigência do diploma sabotava a liberdade de expressão, indo de encontro com a Constituição Federal de 1988. Teria mais sentido se esse recurso tivesse partido das própias empresas de comunicação. Aí daria para entender como uma tentativa de diminuir os custos destinados ao setor com o reaproveitamento de profissionais diante do acúmulo de funções ou daqueles que já garantiram o seu posto de jornalistas mesmo diplomados em outras áreas. A Federação Nacional dos Jornalistas- FENAJ, afirma ser um golpe na formação dos profissionais, enquanto a ANJ- Associação Nacional dos Jornais garante continuar a exigir o diploma.


A verdade é que quando se trata de comunicação o diploma vira um pequeno detalhe. Então, volta-se no tempo em que o profisional qualificado era aquele de experiência confirmada.No tempo em que do ginásio ao magistério se tinha uma profissão. Ironia do destino a queda da importância do diploma. E, certamente, deve soar como retrocesso para muitos jornalistas graduados. Não é novidade que muitos profissionais empregados em veículos de comunicação trabalham sem o registro competente obrigatório para o exercício da profissão. Muitos radialistas, assessores, repórteres, produtores...e publicitários, vale lembrar, são formados pela escola da vida. Será esse um dos motivos da alto índice de desemprego dentre os bacharelados ou pelas eventuais manchas na profissão?


Uma coisa é certa: não preciso mais fazer jornalismo.
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