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"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"
( Vinícius de Morais)

26 agosto 2009

Sexo, drogas e rock roll?




"...e no peito dos desafinados também bate um coração..."


Envolvida pelas batidas dessa eterna canção pensei em traição nos dias atuais e viajei. Também não sei por que, só sei que no amor e no ódio dispensa-se a razão, plagiando os eternos poetas. Acho até que o blog da Cris com sentimentos à flor da pele, feroz em seus conceitos sobre o amor e a paixão, seja a culpada desse meu 'ponto de partida' . Mas o que ficou no pensamento foi a dúvida do que se espera de uma relação nos dias de hoje, ou quase isso. Na verdade foi o que me veio na cabeça quando li o post. É como se a vida fosse uma eterna festa em plena Arca de Noé. Relações efêmeras, sedentas de prazer e prazer. Nada contra, tudo são fases e como diz a Cris, uma questão de escolha. A questão é que nas relações modernas, grande parte delas, não há uma, nem que seja tênue, divisória entre início, meio e fim; os sentimento se perdem sem saber o que fazer em tão pouco espaço e tempo.

Qual geração se vive hoje? Ainda se sobrevive de sexo, drogas e rock roll não necessariamente nessa ordem e intensidade. Iria considerar essas minhas últimas palavras uma interrogação, mas mudei de ideia. Vive-se o tudo e nada ao mesmo tempo, o que justifica o vazio nas relações. E o que esperar de um casamento se tudo acontece fora dele? Sexo- fora do casamento; traição- fora do casamento; decepções- fora do casamento. O que se quer é encontrar respeito e companheirismo, coisas que não se constroem em constantes bate- coxas. É o que resta, a base, o troféu da felicidade meio a essa liberdade desenfreada.

Também, hoje ninguém morre por amor sozinho e definhando num canto pela pessoa amada. O amado é a vítima! Mata-se o outro! É o mal do século de nosso século. O que diria Álvares de zevedo, Casimiro de Abreu, junqueira Freire diante de tanta falta de romantismo? Nem precisava ir tão longe, sei. Se serve de consolo... um brinde a nostalgia! Ao romantismo! Ao amante à moda antiga. Ao amor... "que não seja imortal, posto que é chamas, mas que seja infinito enquanto dure"



"...eu mesmo mentindo devo argumentar..."